Homem ou Demónio

Estou preso nesta casa que só me traz mas recordações, aonde o meu pai se suicidou na casa de banho, acordo sinto uma pressão tremenda, ouço alguém a chamar-me, levanto-me da cama e vou ate a sala, olho para todos os lado e não ouço ninguém, ouço um som calmo vindo do piano, sento-me no sofá, e penso para mim estarei a sonhar ou isto esta mesmo a acontecer, levanto-me do sofá e vou numa marcha rápida para o meu quarto, fecho a porta e sentei-me na cama (a pensar tudo o que se tinha passado quando o meu pai ainda estava entre nos, e sim ele teve comportamentos maus, uns dias ele estava tão bem como nos outros dias se metia no álcool e ninguém o conseguia segurar, sim foi assim durante anos, ouve uma vez que tive que fugir de casa com a minha mãe, ele percorreu tudo a traz de nos, ate um dia eu ver o meu pai no portão da escola a minha espera para me ir buscar, eu não me consegui controlar e fui a correr para lhe abraçar, sim ele agarrou e mim e deu-me um abraço, e diz ele para mim filho eu amo-te, sim ainda me recordo dessas palavras que ele me disse, poderia não ter sido o melhor pai do mundo a dar-me a educação que sempre precisei), abro os olhos e dou por mim com uma lágrima a escorrer-me pelo o rosto a baixo com saudades do homem da minha vida, não foi fácil ouvir as pessoas a comentarem que foram os meus irmãos que o mataram, eu ele se matou porque nos o desprezamos, não ele quando fez aqui sabia o porque de fazer o que estava a fazer, não foi forte o suficiente para querer vencer a vida, ele sabia as asneiras que ele tinha feito, sabia que bater a minha mãe não era o melhor remédio, quando assisti a 1 cena dessas nunca mas nunca pensei que o meu pai fosse capaz de fazer uma coisa como aquelas, nunca pensei que o meu pai ficasse diferente com o álcool, o meu pai sentia rancor dentro dele, nunca lhe deram a melhor educação, ele era assim porque não teve um pai e uma mãe que o apoiassem, o meu pai cresceu numa casa de correcção, o meu pai andava revoltado com a vida, mas ninguém mesmo ninguém o percebia, tudo era contra ele, mas chegou a um dia que eu disse chega de ver o meu pai a bater a minha mãe, e que ele puxou de cinto e iria dar a minha mãe, e com a fivela ele abriu-me a cabeça, mas eu desculpei-o porque sabia que não era o meu verdadeiro pai, era o demónio que estava dentro dele, e quando ele viu que me tinha ferido, olhei para a cara dele e vi ele com uma lágrima a escorrer no rosto, ele queria-me levar para o hospital, mas tinha sido uma coisa pequenina, mas sim ai eu descobri o meu verdadeiro pai, quando partiste deixas-te nos a todos, tristes mas se fixes-te isso foi porque era o melhor tanto para ti como para nos todos, só te quero dizer uma coisa por mais asneiras que tenhas feito, eu pai nunca te trocarei por mais ninguém, és o meu pai e sempre serás, mesmo não estando aqui para me apoiares quanto mais eu preciso, António Nascimento Abreu Gomes Magalhães AMO-TE HOJE E SEMPRE

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Mais um ano

10 Anos